quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


Todos nós temos uma infinidade de defeitos,
mas também temos qualidades que não dá nem pra contar.
(Ponto de Equilibrio)

“Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando…”Clarisse Lispector

Sei que estou viva!

  
   Sei que estou viva! Cada caminhar, cada verdade insossa, cada respirar... Sinto que estou viva. Parece loucura o que digo; mas ás vezes preciso me lembrar de que faço todas estas coisas. Pareço sufocar; como se faltasse algo que completasse a minha vida, como se tivessem abrido um buraco enorme no meu coração - de dentro para fora, e essa dor culminasse a mim mesma-  mas esqueceram de tampá-lo, como se não fizesse diferença o que estou sentindo. Todavia; sei que ainda estou viva! A cada caminhar, a cada verdade insossa, a cada respirar....Sinto a vivacidade desta verdade em mim. Não importa que digam que eu pareço um zumbi, que não sou a garota-popular - o que esperavam? Que continuasse a viver sem um pedaço de mim? Com essa saudade que dilacera de dentro para fora todo o meu ser?É tão difícil assim acreditar que eu não quero sorrir por capricho?
   Só não vou disfarçar o quanto estou mal, e não é porque eu quero a sua pena, é porque só eu sei que estou viva! A cada caminhar, a cada verdade insossa, a cada respirar... Sinto o grandioso peso dessa verdade que massacra a minha alma, me impede de ficar de pé, de não sentir a minha inutilidade. Será que o que tiraram de mim foi o meu coração? Será que é por isso que para mim é tão difícil sentir qualquer coisa? A minha falta de vontade deve se tratar da minha falta de emoção, a corrupção da minha percepção por estar imcompleta... Sou imcompleta, mas sei que estou viva! A cada caminhar, a cada verdade insossa, a cada respirar... Sinto o renascer do meu eu oco, todos os dias.

Ass: Yasmin Oliveira

terça-feira, 10 de janeiro de 2012



"Não é que eu te odeie. Digamos que se você estivesse pegando fogo e eu com a água, eu a beberia."
Engenheiros do Hawaii - Negro Amor




"As pedras do caminho deixe para trás
Esqueça os mortos eles não levantam mais
O vagabundo esmola pela rua
Vestindo a mesma roupa que foi sua
Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
E não tem mais nada negro amor"