quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Entender que não entendo





"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Clarice Lispector

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ano novo! Blog com cara nova!


Este é um ano para novas descobertas, descobertas estas que não se aplicam meramente ao fútil, mas sobre si. Como é bom se olhar no espelho e saber que aquela imagem refletida é você e está bem consigo mesmo, como é bom ter a certeza de ter amigos verdadeiros e que você pode contar com eles, como é bom saber q você pode falar e que alguém vai se importar e te escutar. Que este ano não possa ser apenas mais um ano e sim um ano de conquistas, vitórias, derrotas (sim, e por que não teria derrotas?) a vida é feita simplesmente de aprendizado. Esta é a oportunidade de ter certeza de um novo amanhã, de saber q pode mudar e ser mudada, neste ano que se inicia eu quero ser menos relapsa neste blog e concluir "O Diário de Zoey", que marcou a minha vida no ano de 2010, e espero que tenha marcado a vida de todos os assíduos leitores do meu blog!

Mas vc's jaa sabem qm sou eu... Exatamente, a garota do blog!

domingo, 17 de outubro de 2010

O Diário de Zoey part. 15

I'm Zoey




Continuação de O Diário de Zoey!





Eu adoraria sair e dar uma volta com o meu ex-namorado, tipo pra me divertir. As vezes tenho saudades dele, e falando nele... Devo uma resposta, então comecei a caminhar em direção ao meu quarto. Chegando lá eu escuto o meu celular tocar, pelo visto cheguei na hora certa. Ao olhar o visor que coincidência, é o ex-mô.
- Alô?
- Oi! Que saudade.
- Eu também sinto saudades...
- Que bom saber.
- Mas não foi para dizer isso que você me ligou, não é?
- É. Antes de pensar bobagem escuta primeiro, OK?
- OK!
- Andrômeda quer falar com você.
- O que ela quer?
- Ela precisa te alertar sobre algumas coisas, precisa falar com você num local seguro.
- E aonde seria um local seguro?
- Na biblioteca da escola, amanhã depois do almoço. E você precisa encenar um pouco...
- Encenar?
- É; fingindo que ainda a odeia!
- Isso não vai ser muito difícil.
- Para de fazer essa pose toda de machona, eu e ela sabemos que você salvou a vida dela.
- Eu só fiz o que era certo!
- Sei... Olha; eu tenho que desligar. Amanhã a gente se fala... Boa noite mô!
- Boa noite mô! - Depois de desligar o telefone fui tomar um banho refrescante e relaxante, porque você a de concordar comigo que eu mereço relaxar. Mas pelo visto será algo impossível, porque a porta da Alice está no meu quarto me esperando para esclarecer algumas coisas, mas eu estou tão cansada... Que mania dessa galera de nunca bater na porta, eu tenho que criar o hábito de trancar essa porcaria. Mas pensando bem ainda bem que é Alice, porque eu estou apenas de toalha... Fui me vestir como desculpa para retardar o interrogatório, pois evitá-lo será impossível com a inquisidora Alice. Então sem mais como poder enrolar digo que comece A hora do horror estrelado por Alice Hale.
- Então? Me conte tuuuudo! - ela disse sem conseguir conter o entusiasmo
- Alice, nó somos amigas agora, certo? - ela acenou que sim com a cabeça com bastante paciência demonstrando que estava preparada para o que viesse, o que era muito bom - Eu preciso ter certeza de que posso confiar em você, você entende não é?
- Entendo!
- Que bom! Te peço que por favor não me julgue...
- Ok, mas conte logo. - disse sem sinal algum de irritação
- Eu ando tendo sonhos, sonhos que nem eu sei explicar. É algo paralelo entre a realidade e a fantasia, na verdade acontece praticamente simultâneamente, entende?
- É tipo visões?
- Sim, mas nem eu as entendo... Isso nunca havia acontecido comigo antes, só para ficar claro, eu tive esse sonho com Andrômeda e por isso sabia aonde ela estava.
- Deixa eu ver se eu entendi tudo. O Verner é louco por você mas cata outras garotas, ele é um psicopata que come e depois descarta menininhas, você é tipo a super heroína ( a única que pode detê-lo ) por causa desses poderes de advinha, é isso?
- É... - disse meio incerta, ela entendeu o que eu quiz dizer, mas do jeito dela e com a linguagem dela - mas que fique bem claro que só vejo coisas relacionadas a ele. - eu nem sei como ,mas ela entendeu muito bem o que eu disse, tanto que eu a vi se arrepiar, então eu não sou a única a entender que ele é perigoso!
- Eu quero te ajudar!
- O quê?
- Exatamente, e não pense que é só por você... Eu tinha uma amiga aqui do Campus, na verdade eu só vim pra cá por causa dela, sabe? Ela só vivia de papo com esse verme e depois desapareceu, ela me disse que eles estavam juntos, sabe? E ela como Andrômeda simplesmente evaporou e ninguém se deu conta. Primeiro ele isolou ela, tipo ela tava sem amigos e depois foi se aproximando dela, dando colo, como ele tentou fazer com você e aí ela sumiu... - Alice começou a soluçar, e a cascata que ela lutava para evitar desceu rio abaixo - ela nem sabia que eu vinha, era uma surpresa.
- Quem era essa sua amiga? Eu entrei no meio do ano passado mas posso tê-la conhecido.
- Rachel!
- Pensei que ela tinha voltado para casa.
- Você a conhecia?
- Claro! Ela era minha colega de quarto, ela deixou algumas coisas no quarto porque ela disse que voltaria com os pais para pegar, mas nunca voltou. Pensei que ela havia ficado sem tempo e deixou pra lá. Se quiser pode ficar com elas!
- Muito obrigada! Estou sem palavras para dizer o quanto isso é importante para mim.
- Relaxe... Eu bem sei o que sua amiga passou!
- É por isso que eu preciso te ajudar.
- Ok! Mas posso fazer uma pergunta indelicada?
- Hã?
- Sobre o Conrado.
- Ah! Pergunte o que quiser.
- Porque vocês terminaram?
- Porque nunca ía dar certo.
- Seja menos evasiva se puder.
- Para quê você quer saber?
- É importante que eu saiba caso eles tentem usar o Conrado de novo.
- Ok!... Ele me traíu com essas baba-ovo da Andrômeda, satisfeita?
- Sim. Falando no diabo... Andrômeda marcou de se encontrar comigo na biblioteca depois do almoço.
- Depois do almoço?
- Sim, nunca tem ninguém nesse horário.
- Isso é. Mas se a idéia é não parecer suspeito... Não vai conseguir não. A não ser que você entre pela porta dos fundos.
- Eu não sabia que a biblioteca tinha uma "porta dos fundos"
- Mas tem.
- Como você sabe?
- Você é muito curiosa.
- Olha só quem fala.
- Eu trabalhei lá no primeiro semestre e acabei descobrindo algumas coisas.
- Você fez isso pra descobrir o quê? Ou melhor, o que você descobriu?
- Eu posso te contar amanhã? Estou morrendo de sono e cansadíssima, eu prometo que conto amanhã. - Ela quase jurou de pé junto e eu ri e deixei por isso.
Eu achando que a criatura ía embora e devo dizer que na minha agonia eu nem percebi que tinha uma mala em frente a cama ao lado da minha, a mesma cama em que a Rachel dormia.
- De quem é essa mala?
- Dãã é minha né?
- Hã?
- Agora que eu encontrei uma nova melhor amiga, você acha que eu vou deixá-la dormir sozinha?
- Não tinha pensado por esse âmbito.
- Pode se acostumar em me ter como sombra, porque eu me transferi para o mesmo quarto que o seu e as mesmas aulas.
Sinceramente eu gostei dessa nova perspectiva, e eu tenho certeza que irei me acostumar, na verdade agradecer por essa nova tagarelice matinal, ou melhor diária, pelo menos não vou ficar só, eu sinto que com alguém como Alice do meu lado eu nunca mais vou ser abandonada, sinto que posso confiar nela.
- Fico feliz que você fique comigo, quem sabe assim param de invadir o meu quarto?
- Quer dizer que é só para isso que eu sirvo?
- Claro que não Alice...
- Claro que não? Você acabou de dizer isso.
- Alice?
- Não me venha com Alice... - E assim continuou as briguinhas que eu sempre contorno e que fazem da minha amizade com Alice forte, ela é ou não é uma figura? Adoro essa garota terrívelmente irritante!




Autoria: Yasmin Oliveira

domingo, 3 de outubro de 2010

Brincando de artista...

I'm Mi (banda Glória)


Caricatura bem louca do Mi




I'm Lucas Silveira





Caricatura do Lucas




I'm Pitty




Galeraa essa eh a caricatura da Pitty, todas elas foram feitas por um blogueiro*










terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Diário de Zoey part. 14


I'm Zoey!



Continuação de O Diário de Zoey




Aquela comemoração toda estava muito linda mas... Sempre tem alguém para estragar a festa e esse alguém tinha que ser aquele vermezinho irritante.
- Oi!
- Oi... - minha mãe disse quase sem fôlego para o meu Apolo, concerteza não aguentou olhar para aquele monumento sem ceder aos seus encantos
- Vocês sãos os pais da Zoey?
- Sim - disse minha mãe ainda ludibriada com aquele deus grego que fascinava até mesmo os machos do campus, e isso é porque ela não o viu sem roupa em cima da Meggie ou era capaz de pedir para participar (eca)
- A senhora parece a irmã mais velha e não mãe! - disse ele com veemência exagerada, era impressão minha ou ele estava flertando com a minha mãe? Se é que as pessoas ainda usam esse termo ultrapassado, porque fala sério... Que criaturinha mais abominável.
- Professor Verner essa é a minha mãe Martha e este é o meu padrasto Henry. - apresentei de má vontade, acho que o Henry também não gostou muito dele e não pense que é porque o Verner só faltava agarrar a minha mãe, é porque ele percebeu que aquele serzinho insignificante não presta, até porque o meu padrasto está acostumado a minha mãe ser paquerada o tempo todo e ele só ri, pois sabe que a minha mãe é só dele. Apesar de sempre ficar lisonjeada com os elogios minha mãe nunca daria bola para ninguém que não fosse o maridinho dela! Eu sei que ela o ama, então vou frear essa cena com chave de ouro.
- Eu sou Jasper Verner muito prazer - disse ele beijando a mão da minha mãe com uma cadência proeminente a outra época - professor de biologia da sua filha. - acho que a palavra filha despertou a minha mãe para a realidade que consistia em que ela é uma mulher casada e tem uma filha. A compostura logo voltou. Ela recolheu a mão delicadamente que ainda estava nas garras do psicopata e posiciounou-se ao lado do marido.
- Minha mãe você sabia que existiam graves suspeitas da direção da escola de que o senhor Verner houvesse me estuprado? - falei na maior cara de pau, percebi um leve tremor no Verner, acho que foi raiva mas não me importa. A Martha arregalou os olhos como se a tivessem esbofeteado.
- Mas pelo visto houve um equívoco, já que o exame declara que não houve nada.
- Como você sabe Verner? Nós só ficamos sabendo agora. Além do mais o exame veio lacrado, será que subornaram a clínica que fez o exame para que o resultado fosse outro? Eu acho que isso lhe convém muito ou será que a sua amante, a Meg, está por trás disso tudo? - ele estava pocesso, ele me fuzilou com aquele olhar de ira, a cólera era apenas piada para o que aconteceu com ele. Depois de respirar fundo e tentar se acalmar ( o que ele não conseguiu) disse
- Eu só queria comprimentar, licença. - e se retirou. Estava todo mundo me olhando como se eu acabasse de gritar "os alieníginas estão invadindo o planeta terra", fala sério.
- O que foi? - consegui dizer.
- Foi muita coisa, explique-se? - foi só o que o Henry conseguiu dizer, porque minha mãe estava prendendo a respiração e por isso não conseguia falar.
- Bom... Eu tenho uma richa com esse professor e parece que ele teve um caso com uma aluna do colégio, e ela foi achada ensanguentada no bosque do campus com a minha ajuda, e eu descobri que ele tem um caso com a enfermeira do colégio e quem sabe com quem mais desse lugar.
- E o que você tem haver com tudo isso? - a minha mãe conseguiu recuperar o ar e perguntar, mas era uma pergunta retórica
- Ele quer que eu seja mais uma marionete dele, mas isso nunca vai colar. Você mesma viu o nível de persuasão que ele exerce nas pessoas. Eu não posso sair culpando-o pelas coisas sem provas então... Fica só na provocação! Ele sabe que eu não tenho nada de concreto contra ele.
- Minha filha... Ai meu Deus! Eu tenho que tirar você daqui... Eu tenho que...
- Não adianta mãe, seja para aonde eu for o fantasma do Verner vai me seguir, nem que seja em pensamento. Eu não posso deixar que ele continue propagando o mal aqui, eu não sou nenhum detetive mas vou ajudar como puder, eu sou a única imune ao poder dele de sedução.
- Isso é muito perigoso. - afirmou o Henry, que se pronunciou apenas agora na discussão.
- Eu sei! - é só o que eu podia dizer, nós conversamos um monte e eu contei tudo o que vinha acontecendo, esquecendo propositalmente a parte em que eu me sentia atraída pelo verme, mas isso não importa. Nos despedimos e eles foram embora promentendo não se omitirem mais da minha vida, pois iriam me ligar regularmente e enviar emails e quando pudessem viriam me ver! Eu amei essa nova perspectiva! Talvez haja aquela tal de luz que dizem ter no final do túnel, e é como dizem... A vida é mesmo uma caixinha de surpresas.



Autoria: Yasmin Oliveira

domingo, 19 de setembro de 2010

O Diário de Zoey part. 13


I'm Zoey





Continuação de O Diário de Zoey



Quando eles entraram o Verner saiu e eu como desculpa disse
- Ela está tomando banho mas já vai sair, se importam se eu der uma volta? Estou muito tensa com o resultado do exame, não precisam esperar por mim para abrir! Eu já volto. - dito isso saí sem esperar resposta, a enfermeira saiu no meu encalço me gritando - ZOEY! ESPERA!!! - Eu olhei para trás e a vi sem ar atrás de mim - O que você queria? - perguntou cabisbaixa
- Sim, o exame.
- Claro, toma. - ela retirou o envelope do laboratório do bolso da calça e após entregar se foi.
- E então Zo? - ele distorceu o apelido que me deu com tamanha ironia que gelou a minha espinha - você foi estuprada?
- Você é ridículo, nem acredito que tenho algum sentimento por você. Dá licença. - fui embora, as lágrimas cediam mas era de raiva, eu nunca senti tanto ódio. Foi por isso que ele estava estranho na lanchonete e depois ficou com ela, tudo porcausa do maldito exame. O que ele esperava? Eu estava com medo e tinha os meus motivos, quem é ele para me julgar? O senhor certinho é que não é. Quem não tiver teto de vidro que atire a primeira pedra! (Pitty). Parece que para ele tudo se resume numa única palavra, a vida se resume em uma única palavra para os homens: SEXO. É só no que pensam! Limpei as lágrimas com a mão utilizando de força exagerada e isso foi bom, pelo menos me levou direto a realidade. Eu voltei para a merda da enfermaria mas não entrei apenas os chamei, eles saíram e me acompanharam até um banco próximo dali aonde o Verner me consolou pela primeira vez. QUE DROGA, tudo me lembra ele! Tirei o envelope do bolso da bermuda e entreguei-o ao Henry, eu ía me sentir melhor se ele pudesse ler e me dizer o que havia nele. E que começe a inquisição porque a herege aguarda o veredicto com extrema impaciência, vamos descobrir se o professor Verner é ou não um predador sanguinário ou apenas um idiota, eu não me esqueci da minha vontade de confeccionar aquela maldita camisa com os seguintes dizeres: I'm idiot!
O meu pai ficou surpreso com a minha atitude nada peculiar, no geral eu já teria rasgado o envelope e visto mas... Dessa vez a coisa era séria e o resultado sendo positivo ou não iria mudar a minha vida independente do meu querer.
- Minha filha, eu quero que saiba que independente de qualquer coisa eu... Eu vou cotinuar te amando!
- Eu sei mamãe! Eu sei.
- Meninas... Não chorem a Zoey está bem, nada de estupros!
- O quê? Nada de estupro? - Eu nem podia acreditar \oo/ eu e a minha mãe demos as mãos e começamos a pular, a gritar, e fazer uma dança esquisita. O Henry gargalhou dessa comemoração nada sutil e concluíu
- Tal mãe, tal filha!

Autoria: Yasmin Oliveira!