sexta-feira, 11 de junho de 2010

Atendimento ao cliente!




Atendimento ao Cliente

Atenção, pro incrívle que pareça, os casos são reais. Abaixo, alguns relatos cedidos por alguns técnicos de suporte!

1. Cliente: "Não consigo fazer conexão com a Internet."
Suporte: "Tem certeza que utilizou a senha certa?"
Cliente: "Sim, tenho certeza. Vi um colega fazendo."
Suporte: "Pode me dizer qual foi a senha?"
Cliente: "Cinco estrelinhas."

2. Cliente: "Não consigo imprimir. Cada vez que tento, o computador diz: "Não é possível encontrar a impressora". Já levantei a impressora e coloquei-a em frente ao monitor, mas o computador continua dizendo que não consegue encontrá-la."

3. Suporte: "Serviço ao cliente da HP. Sérgio falando. Em que posso ser útil?"
Cliente:"Tenho uma impressora HP que precisa ser reparada."

4. Suporte: "Que modelo é?"
Cliente: "É uma Hewlett-Packard."
Suporte: "Isto eu já sei. É colorida ou preto e branco?"
Cliente: "É bege."

5. Suporte: "Bom dia. Posso ajudar em alguma coisa?"
Cliente: "Eeh... Olá. Não consigo imprimir."
Suporte: "Pode clicar no 'Iniciar' e...?"
Cliente: "Calma aí! Não responda assim muito tecnicamente. Não sou o Bill Gates!"

6. Cliente: De repente aparece uma mensagem na minha tela, que diz Clique 'Reiniciar'... O que eu devo fazer?"
Suporte: O senhor aperte o botão solicitado, desligue e ligue novamente. Sem pestanejar, o cliente desliga o telefone na cara do atendente e liga para o suporte novamente.
Cliente: E agora o que eu faço?

7. Cliente: "Tenho um grande problema. Um amigo meu colocou um protetor de tela no meu computador, mas a cada vez que mexo o mouse, ele desaparece!"

8. Suporte: "Em que posso ajudar?"
Cliente: "Estou escrevendo o meu primeiro e-mail."
Suporte: "OK, qual é o problema?"
Cliente: "Já fiz a letra "a". Como é que se faz o circulozinho em volta dela?"

9. Cliente: "A Internet também abre aos domingos?"

10. Depois de um tempo falando com o atendente do suporte.
Suporte: "O que tem do lado direito da tela?"
Cliente: "Uma samambaia!"
Suporte: (silêncio)


Eu nem acreditei quando li, rsrsrs!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Diário de Zoey - part.5


I'm Zoey


Continuação de O Diário De Zoey!


"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."Clarice Lispector

Fui sentar na única cadeira vaga da sala e que era bem do lado do meu amigo, fiquei intrigada com a presença dele, pois ele não ía matar aula?Realmente está tudo de cabeça para baixo!
- Você não ía para não sei onde com o seu amigo? - Ele me olhou cabisbaixo, tradução alguma coisa aconteceu com ele e pelo visto não foi boa, ele nem me respondeu, só ficou me olhando como se tivesse visto fantasma; eu não estou tão feia assim, ou estou?
Nesse momento tive que arquivar aqueles pensamentos para mais tarde porque o meu querido professor anunciou uma atividade que quem acertasse toda iria ganhar ponto bônus e o melhor era em dupla todos ficaram orisados , e o meu amigo foi salvo pelo gongo. Eu percebi um brilho no olhar dele, era como se ele não esperasse que eu fosse sentar-me com ele, como se eu pudesse de alguma forma deixá-lo da mesma forma que ele fez comigo, me largando as traças, só que eu não estava chateada, foi até bom que ele não precisou me ver pedindo desculpas e eu ainda tive tempo de dar uma liçãozinha naquela vaca odiosa.Não pensei duas vezes antes de juntar as carteiras correspondente a mim e a você já sabe quem, alguns garotos tiveram a cara de pau de me pedir ajuda e eu olhei-os com o meu rostinho mais inocente e disse que já tinha dupla, as garotas ficaram me olhando com uma dúvida não verbalizada e que estava estampada na face de todas, nenhuma dupla conseguira realizar toda a atividade e as que conseguiram não estavam todas as questões certas salvo uma dupla e você já deve saber a de quem foi...Isso mesmo a minha. Eu estava muitíssimo concentrada no trabalho que realizava e não pense que eu deixei o Philipe de fora não, ele me ajudou a fazer tudo e eu só precisei dar uns pequenos empurrões e ficou tudo certo, resultado: ponto bônus. Ah! Você deve estar se perguntando como agora você sabe o nome dele? O professor veio até a nossa carteira e disse:
- Zoey e Philipe parabéns pelo belo trabalho em equipe e vocês dois merecem o ponto bônus, e Philipe peço-te desculpas o julguei de forma errônea.
- Tranquilo professor, eu já estou acostumado.
- Mas não devia! - E depois ele saiu e ajudou o resto da turma a fazer algumas questões cabeludas que assustariam o próprio Barack Obama e nós que já não tínhamos mais o que fazer na sala fomos liberados nos dando tempo de sobra para esclarecer algumas coisinhas.
Eu o fitei de forma interrogativa para que ele previsse que ia enfrentar uma inquisição, pois todos os hereges merecem pelo menos uma oportunidade de se redimir e revogar os seus ensinamentos e então essa foi a dele. Ele sorriu de maneira encantadora e que de certa forma me deixou tonta, e pensando bem até que ele era bonitinho. Cabelo preto e liso na altura do pescoço, ombros largos, músculos levemente a mostra através de uma camisa preta com a manga cuidadosamente dobrada e uma bermuda até graciosa de cor clara e que lhe caía bem. Ele não parecia um deus como o professor Verner mas um semi-deus estava a sua altura; eu me lembro de ver muitas novatas babarem por ele, mas aí outras garotas alertavam nas de que ele não era o tipo de garoto que elas gostariam de se envolver, e é como os garotos do campus sempre dizem: enquanto elas são inimigas ganhamos mais, mas quando se juntão saí de baixo porque aí vem fogo. Mas voltando ao que realmente interessa, eu falava do Philipe (só p/ você saber eu não estou gostando dele) eu só estou relatando o que vejo. Ele estava ali me olhando de forma sedutora com aquele risinho convencido na boca, agora com a confiança já recuperada.
- Porque você ía filar aula? - fui direto ao ponto e sem perder tempo, não aguentava mais aquela dúvida.
- Eu ía fazer exatamente o que você e seus amiguinhos sabem que eu faço. - Eu olhei p/ ele incrédula, nem acredito que ele estava me tratando daquele jeito, quer saber de uma coisa eu não vou ficar escutando essa porcaria, dá licença. E saí, deixando-o sozinho falando com o nada porque não é justo que ele fale comigo daquele jeito deve ser por isso que não tem amigos e nunca vai ter, senti-me ofendida eu nunca o julguei e ele agora me trata com se eu não fosse nada...Que ódio ferrenho me picou agora! Ele não fez nada nem me procurou...Nada, simplesmente sentou-se num banco próximo e fez ar de derrota.Derrota?Pois é derrota e isso me parece estranho, quando o Philipe falou comigo era como se não fosse ele, e uma coisa não está clara como:
  1. Porque ele veio assistir aula se ía filar?
  2. Porque ele estava cabisbaixo e não queria me olhar nos olhos?
  3. E porque do nada ele decidiu fazê-lo e me tratar de forma arrogante?
Eu nunca o tratei mal, e nunca o julguei e nem tratei pior ou melhor do que ninguém, tem algo errado nessa história também. Hã? Você não acredita quem veio conversar com o Phil, o senhor Verner e o Phil não está nada amável, o que será que eles estão conversando ou melhor gritando, o Philipe se levantou e está gritando com o professor, está irritadíssimo e mostrando os dentes ( ah! Só p/ você saber eu estou escondida atrás de umas latas de lixo observando tudo boquiaberta e guardando um silêncio mortal, tradução virei detetive - rsrsrs) o Phil foi embora muito bravo deixando o sorridente e triunfante senhor Verner para trás com ar de vitória, seja lá o que for não é coisa boa e pensando bem existe a possibilidade daquele verme ter manipulado o meu amigo contra mim, mas a pergunta é porque ele faria isso? O que ele ganharia me deixando isolada? Sozinha eu sou mais fraca isso é incontestável, uma pessoa sem amigos é mais vunerável ao mundo e ...Eu não sei o que pensar, o que sei é que eu devo sair daqui agora porque a turma vai ser liberada a qualquer momento e se me verem aqui eles vão descobrir que eu estive ouvido a conversa que não é verdade mas eu gostaria de ter ouvido, como é que eu vou sair daqui sem que me vejam? Que droga! Por um milagre divino eu vi a Alice (que eu citei anteriormente sobre o professor de matemática) estava passando e eu fingi que o meu brinco havia caído e ela me ajudou a procurar e depois começamos a conversar
- Zoey, você agora é a queridinha do professor? - eu sorri porque não podia contá-la de minhas suspeitas e tentei me esquivar.
- Imagina, é só por causa da seção humilhation* de ontem - ela sorriu e não deixou a conversa morrer, Andromeda passou naquele exato momento e nos flagrou rindo e de mãos dadas como se fossem melhores amigas. Talvez a Alice não saiba mas ela acabou com a vida social dela naquele exato momento em que falou comigo.
- Talvez você não saiba mas acabou de dar um tiro no pé!
- Acredite eu sou capaz de fazer qualquer coisa para irritar aquela metida!
- E porque tanto ódio dela?
- Ora então você está realmente mal informada, quando ela soube que o Conrado não estava mais caidinho nela, ficou irritadíssima e fez de tudo para que ele me visse com outro garoto, como não conseguiu investiu nele como a vaca que ela é, e você sabe não é? A carne é fraca, eu fiquei com tanto ódio... - Agora entendi o motivo do interesse dela em mim, ela está louca para irritar aquele andróidezinho de uma figa. Mas se ela está se aproveitando de mim eu também estou dela, pelo menos não estou mais sozinha.
- Bom, você e todo o colégio sabe que eu e aquele robôzinho não nos damos bem, aí você já sabe não é? Ela tomou o meu namorado, mas sinceramente me fez um favor eu não aguentava mais ele.
- Eu vi você dando o maior fora naquela convencida, depois que você foi embora ela mandou ele pastar literalmente!
- Você estava na hora que eu dei a maior lição de etiqueta nela?
- Claro que estava, quer dizer...Num canto como quem não quer nada, e eu ouvi TU-DO - Eu ri; e não perdi tempo, marquei de encontra-la mais tarde na lanchonete do campus para falar mal daquela prepotente da Andromeda e nos despedimos.
Eu nunca disse aonde vou depois que termina a aula, você deve se perguntar ela é uma sem teto?
Não; eu não sou uma sem teto, dia de semana eu fico no dormitório do campus e nos fins de semana eu vou para casa ficar com os meus pais. Outra pergunta que você deve estar fazendo, você não tem colegas de quarto? Não; eu não tenho. O meu dormitório mas parece um cemitério, porque ele é super vazio, poucas pessoas dormem lá tem quartos que estão vazios só pra você fazer uma idéia do ambiente, quando eu cheguei fiquei com medo, mas agora já me adaptei e como já disse o meu quarto só tem uma residente: EU. Por isso não tem muito o que dizer, logo eu não relato nada. Mas hoje eu resolvi deixa-los conscientes de tudo e não em parte.
  1. O meu quarto é branco
  2. Tem apenas uma janela que é de madeira, sendo a mesma larga e baixa, contendo uma cortina azul
  3. tem dois beliches, e todos com forros branco e azul
  4. Todos os móveis inclusive porta deste quarto são de madeira.
Eu me sinto tão solitária aqui, acho que é por isso que nunca quis falar nada sobre este lugar, mas acho que já me acostumei a esta atmosfera, agora estou imune a estes sentimentos depressivos e que me atormentavam, agora posso ser mais feliz!

Autoria: Yasmin Oliveira

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Operação Valquíria



Eu assisti ontem ao filme Operação Valquíria(em inglês: Operation Valkyrie; em alemão: Operation Walküre), um filme de Bryan Singer estrelado por Tom Cruise e outras feras de Hollywood, a operação Valquíria foi um dos 15 planos para matar Hitler, e como todos sabem não teve sucesso porque Hitler só foi morto 9 meses depois dessa operação através do suicídio. O filme fala sobre coragem e bravura até mesmo diante da morte, creio que Stauffenberg (foi quem liderou o movimento) era tão corajoso porque ele já havia estado com a morte cara a cara depois de um ataque aéreo onde perdeu um olho, uma mão e dois dedos da outra mão; ele chegou ao hospital quase morto. Mas eu te digo defina coragem:
  1. Coragem é não ter medo?
  2. Coragem é superar os seus medos?
  3. Coragem é demonstrar bravura mesmo em meio ao turbilhão de incerteza?
O que é coragem?
No dicionário escolar da língua portuguesa de Francisco da Silveira Bueno relata que coragem é firmeza; energia diante do perigo; intrepidez; ousadia; perseverança; bravura. Mas a pergunta é: p/ você o que é ter coragem? Stauffenberg não teve medo de lutar pelo que queria ele tomou uma decisão, enquanto muitos optam por simplesmente não optar. Em 20 de julho de 1944 ele foi executado junto com os seus companheiros, vale ressaltar que foi no mesmo dia do atentado contra Hitler, e mesmo diante da morte ele sorriu, e gritou viva a sagrada Alemanha. Todos os dias acordamos e decidimos a quem pertecemos, o que somos, e aquilo que vamos fazer. Mas você tem a coragem de decidir algo nobre? Um ideal pelo qual lutar? Ou ainda está em cima do muro?Qual é o seu propósito em vida? Não tem propósito?Você foi enviado por quem?

VOCÊ TEM CORAGEM DE MUDAR O MUNDO? OU PELO MENOS MORRER TENTANDO?

Beeijinhoss a garota do blog*


Olga Benario



Recentemente li o livro "Olga - A vida de Olga Benario Prestes, judia comunista entregue a Hitler pelo governo Vargas", esse livro me fez refletir no porque muitas vezes os jovens de hoje são menos rigorosos e mais displicentes, deixando assim espaço para a corrupção e atos errôneos do governo, e me deparo com algumas perguntas: Temos menos coragem do que Olga?Ou será que o medo nos domina?Talvez o comodismo tenha tomado conta de nós?
"...Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue..." Essa foi uma declaração de Olga numa carta enviada a Prestes muitos anos após a sua morte e que também consta no filme correspondente a mesma. Deixo vocês agora a meditar na seguinte questão de que lado você está?

Beeijinhosss a garota do Blog

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Diário de Zoey - part.4


I'm Zoey


Continuação de O Diário de Zoey!


Eu acho que vou ficar com A volta dos que não foram porque sinceramente eu estou perdendo a coragem de falar com ele. Eu o avistei numa mesa com alguns atletas do último ano e fui até lá para não prolongar a minha penitência porque fala sério? Não foi pedra que eu atirei na cruz não, foi uma montanha inteira porque será possível que eu tenho que passar por essa humilhação em praça pública de me redimir com o egocêntrico do Verner? Me aproximei parando na sua frente, ele me olhou com estranheza e na hora, o papo que fluía como uma pluma escorregou que nem sabão, everybody (todo mundo) da mesa interrompeu a conversa (tradução falavam de mim). Eu juntei dignidade, não sei de que buraco e disse sem pestanejar
- Professor Verner, peço desculpas pela maneira com o tratei ontem - e sem esperar uma resposta saí do refeitório e começei a vagar no Campus sem destino ou direção, e quem eu encontro? Andromeda, ela estava lá mais uma vez com o meu ex-mô sem um pingo de vergonha na cara, e que eu faço com essa sem vergonha? Mato? Nãããão, simplesmente o mel que paira sobre a boca dela vai fazer-se amargo. Sem perder tempo coloquei meu plano em ação, andei em direção ao casal com um sorriso frio e gélido, que Andromeda deve ter classificado como puro ódio, porque não tirou o sorriso triunfante do rosto na certa achando que eu iria armar outro barraco, mas estava errada; e o meu ex-mô estava lá com cara de paisagem, quando me viu ficou meguenvergonhado, não sabia aonde enfiar a cara, rsrsrs. Todos que estavam ao redor; estavam ansiosos por uma nova fofoca, mas eu prometi dar a eles mais do que uma fofoca, e sim uma verdadeira lição de etiqueta.
- Oi Andromeda, ex-mô.- cumprimentei-os acenando com a cabeça - Vocês formam uma casal muito lindo, eu só vim p/ pedir desculpas pelo jeito como me comportei ontem, eu sei que foi imperdoável, mas se ainda assim puderem fazê-lo....Eu agradeço. - depois do que disse fui embora, a galera lá, esperando que eu não levasse desaforo p/ casa e eu ali, tranqüila dando uma de atriz, eu podia ganhar um prêmio de Hollywood como atriz revelação. O melhor de tudo foi ver a cara daquela garota exibida, estava tão surpresa que ficou boquiaberta quase entra mosca e o ex-mô então....Ficou sem acreditar me olhou como se fosse um alien, ninguém esperava que eu fosse ser tão gentil e ainda pedir desculpas, fazer o quê? Eu tenho classe. Mas lá estava eu andando de novo sem caminho e sem destino depois da minha triunfal vitória com um andróide imbatível, mas pelo visto não imbatível p/ mim.Foi nesse caminhar que do nada me veio um desejo louco e incontrolável de voltar ao lugar aonde repeli o professor Verner, eu queria e queria,e queria por que queria, é só o que sei, mas a sirene tocou avisando que está na hora de voltar para a sala de aula...Por mais que a minha mente dissesse que era incoerente tudo aquilo, o meu corpo não queria me obedecer era come se tivesse vida própria, e foi assim que acabei me deixando vencer e fui até aquele maldito lugar e foi chegando lá com esse conflito interno que me deparei com aquele mesmo banco, eu imaginei que ele fosse estar vazio, mas não estava, e advinha quem estava naquele maldito lugar? O senhor Verner; sentado naquele banco, imóvel como uma pedra, na verdade eu diria como uma estátua de um deus ou melhor como se o próprio Apolo tivesse sido congelado ou petrificado e ainda assim conseguisse irradiar a sua luz e vibração, e eu como uma mera mortal estivesse admirando aquele deus, na hora tive que reprimir um suspiro que ficou intalado na minha garganta, e antes que ele me visse começei a me afastar, pois o mesmo não havia se dado conta da minha presença, estava com a mão escondendo a sua face como se estivesse a chorar e era um choro amargo de arrependimento e ódio, eu precisava ir embora, só que não tinha forças o meu corpo me traíu, e me levou direto para o abatedouro. Eu não sabia que ele estava lá, eu juro, e não tinha como saber.Antes que ele me visse eu me virei e quando estava dando o primeiro passo para sair daquele tormento infindável escuto o meu nome.
-Zoey?
-O-oi - consegui gaguejar, ele sorriu do meu desconforto, mas não ousou tirar a mão daquele lindo rosto, me privando assim de sua austera beleza, uma pergunta surge, como é que ele percebeu que tinha alguém aqui e pior; que esse alguém sou eu? Não perdi tempo e verbalizei a minha dúvida
- Zoey, eu só senti que não estava sozinho e não foi difícil saber que era você quem me observava
- Hã? - Enquanto conversávamos ele ía sentindo-se a vontade, e quando percebi estava a admirar aquele rosto, que me fazia vibrar, era como se ele tivesse iluminado todo o ambiente como a sua beleza divina e pura, mas os seus olhos estavam úmidos, e lágrimas escorriam em sua face, não consegui controlar a minha mão que coçava e queria enxugar aquele rosto manchado pelo desespero e eu o enchuguei, ele não se importou deixou que eu cuidasse dele, diferente de como o tratei, e o diálogo continuava.
- O aroma do seu perfume é inconfundível
-Ah! - disse desconcertada com as suas palavras que me envaideciam -
-Mas isso não importa Z! - Z?Eu ganhei um apelido novo tão bonitinho, eu amei mas não disse nada e nem podia se não ele ía ficar muito convencido e apesar de não ter dito nada ele reparou na minha satisfação, tradução: ficou um olhando p/ cara do outro sorrindo de maneira boba, e depois de um tempo que p/ mim pareceu uma eternidade , mais que concerteza duraram apenas segundos, subitamente acordei daquele pesadelo e prontamente me levantei e disse que tinha que ir, e em disparada corri p/ sala de aula sem nem esperar resposta. (Ps.: Eu estou perdendo aula de matemática, o professor deve estar uma fera comigo) cheguei a sala de aula sem ar, completamente esbaforida e ofegante, nunca corri tanto em minha vida. O professor me olhou com piedade. Piedade? É isso mesmo acredite se quiser com piedade; era um olhar amoroso quase fraternal, ele veio até mim e de forma preocupada e carinhosa me perguntou o motivo do atraso, se eu estava bem, e etc. Eu queria falar a verdade, mas a pergunta que não quer calar é, qual é a verdade? se é que existe verdade. Tentei me concentrar em coisas leves, que ele poderia absorver e sem mentir.
- Professor eu estava com o senhor Verner, me desculpe pelo atraso.
- Tudo bem minha filha, escolha uma carteira e sente. - Minha filha? Esse não é o professor que eu conheço, e ele detesta atraso...Eu sei disso porque no meu primeiro dia aqui, uma tal de Alice não sei de quê chegou atrasada na aula dele, e nooossa ele virou uma fera só faltou ser literalmente, porque ele ficou vermelho de raiva com a displicência da garota e roxo quando soube mais tarde por uns dedos-duro que foi porque ela estava paquerando o garoto mais popular e gato de todo o campus, Conrado, e parece que ele sentiu-se lisonjeado com a paquera dela, por causa de uns piercings que ela tem que deixam um garoto como ele fascinado. Resultado; até hoje ficam, mas o professor ligou para os pais dela e descascou todo o pepino, coitada. Agora sim; você entende o meu desconforto, não é porque eu quero que ele ligue para os meus pais, é porque tem algo de muito errado nessa escola e eu garanto que vou descobrir. Agora é uma questão de honra!


Autoria: Yasmin Oliveira

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Diário de Zoey - part.3

I'm Zoey



Continuação de O Diário de Zoey



Você deve estar pensando horrores de mim, e eu mereço sei disso. Fui apática com o senhor Varner, devia ter deixado ele me amparar mas tive medo, medo de depois ele rir da minha cara, e me fazer sentir pior do que já estava, medo de confiar nele e me decepcionar. A minha vida virou de cabeça para baixo, e nada do que fizer vai modificar o que aconteceu. Vou pedir desculpas aquele convencido arrogante, porque não agi de maneira correta, eu admito. Como uma segunda-feira que tinha tudo para ser tediosa e odiável tornou-se o massacre da vida de Zoey?Sim, porque Zoey sou eu. Mesmo que ele me trate com indiferença eu devo desculpas a ele. Terça-feira o dia de pedir desculpas e vamos nós (ou no caso e aí vou eu), além de ter que pedir desculpas àquele verme vou ter que encarar todo mundo por causa daquele escândalo do dia anterior, e é como dizem (e eu adaptei para a minha vida) toda a miséria para uma singela adolescente é pouco, muito pouco. Adentrei no colégio como se estivesse entrando numa casa mal assombrada, e tenho que dizer estava me borrando porque as garotas me olhavam torto e os garotos riam da minha cara na maior sem nem se preocupar se era na minha frente (em outra ocasião eu preferiria que fosse na minha frente, mas eu nunca me senti tão humilhada, ninguém queria sentar ou falar comigo, nem os garotos p/ pedir a lição de casa, que eu anunciei a Deus e o mundo que estava pronta, e ainda perguntei quem queria, ofereci...E só um garoto quis e depois agradeceu, é um esquisitão desses que fuma e é muito vacilam, acho que nem devia estar sabendo do que aconteceu, porque ele nem se importou de que estava todo mundo olhando p/ ele com a maior cara de você esta sentado com a garota que tem AIDS ou algo assim, ele olhou p/ mim como se entendesse a minha dor e soubesse o que aconteceu ontem, sei la acho que foi o jeito dele de me dar apoio, não importa se ele não é a melhor companhia, pelo menos não estava sozinha, ele sentou do meu lado e fingiu prestar atenção na aula, mas eu vi ele com o fone de ouvido escondido pelo capote, rsrsrs), começaram as aulas de português que eu não sou muito fã mas prestei atenção, porque não havia o que fazer, quando acabou a aula fiquei aliviada, peguei as minhas coisas p/ sair da sala, ele me acompanhou, tínhamos os mesmos horários para a minha sorte, ele era divertido e me fez rir mesmo quando estava a ponto de chorar, um completo estranho drogado estava me consolando a que ponto de degradação a minha vida emocional chegou, mas acho que estar com ele é a única opção, pois um excluído só a anda com outro excluído ou existe outra opção? Acho que foi por isso que ele me escolheu para ser sua parceira no laboratório, o professor Varner não gostou nada...Será que o verme esta pensando que ele esta querendo se aproveitar de mim porque eu sou excelente (modéstia parte) em biologia?Pois se ele esta se aproveitando de mim, eu estou dele, ele tem dificuldades nas matérias e eu emocional, não que ele seja o melhor exemplo de equilíbrio...Mas enfim, não importa. Eu ainda não disse o nome do meu amigo não é? Você já deve estar se perguntando ele é um sem nome?Não...Sei que ele tem nome mas não consigo me lembrar qual é, porque eu nunca havia prestado a atenção nele, e tô meio sem coragem de perguntar e ele se zangar, rsrsrs. Ele acabou de me mostrar uma equação muito machista:
Eu dei um tapa naquela criatura, e disse
-você é um idiota
- eu sei...Mas admita que é verdade
- talvez, vocês homens são uns convencidos, como se aturar vocês já não fosse o suficiente
- rsrsrs - Nesse momento estávamos indo para o intervalo e um amigo dele, que diga-se de passagem é muuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais estranho do que ele, tudo bem pode ser preconceito meu, mas é porque você não o viu, e que Deus me perdoe mas parecia o enviado do satã. Fico toda arrepiada só de pensar. Ele tem umas companhias p/ lá de tenebrosas. O amigo dele se aproximou e me olhou dos pés a cabeça como se eu fosse um alien, e começou a conversar com o meu amigo ( que eu não sei o nome) como se eu não existisse.
- Cara você tem que vir comigo, larga a ovelhinha aí e vamos embora lobo mal.- e deu uma gargalhada mortal, eu admito que sou mega medrosa e não tenho motivo para fingir que não, eu fiquei megarrepiada.
- vai na frente que depois eu vou. - nessa hora o "amigo" dele foi embora (coloquei aspas porque eu percebi que ele não ficou nada feliz com a visitinha)
- olha eu tenho que ir depois a gente se fala
- OK - Foi só o que consegui pronunciar e fiquei observando o meu amigo ir embora...Snif!
Fui para aquele lugar tenebroso que se chama refeitório, e o pior fui sem amigo, e como se não pudesse piorar fui sem amigo pedir desculpas ao cara que eu mais odeio e que apelidei de verme.
Aí vou eu, quando entrei naquela porcaria de lugar senti um vento gélido congelar meus ossos, e é agora que começa não nos cinemas mas na vida real o filme A Hora do Pesadelo.


Autoria: Yasmin Oliveira

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Diário de Zoey - part.2

I'm Zoey



Continuação de O Diário de Zoey


O tão esperado massacre da serra elétrica começou. Porque? O meu namorado estava na saída da escola conversando com a vaca da Andromeda, não me pergunte o porque uma mãe em sã consciência colocaria o nome de uma criatura assim, segundo ela tem alguma coisa haver com a mitologia grega e que Andromeda havia sido uma princesa, apesar de que ela merece esse nome p/ lá de esquisito (peço desculpas se alguém tiver esse nome, mais é que na raiva eu pensei isso mesmo) ela mais parece um andróide com aquela cara de robô, a senhorita perfeita e que está sempre sorrindo, com aquele impecável cabelo longo e escuro, aqueles arregalados olhos azuis. Tudo bem tenho que admitir que ela é até bonitinha, de uma forma estranha, mais bonitinha.Só que a pergunta que não quer calar é: Porque ela está conversando com o meu namorado?Aquele...Aquela...Argh! (pensamentos incoerentes surgiram na minha cabeça e foi mais ou menos isso que pensei) EU MATO ELA E ELE, andando de forma odiosa e com pisadas mais que firmes, fortes, me aproximei do casalzinho que se divertia com a minha miséria, fiquei lá parada esperando uma explicação que não vinha. Ele nem percebeu a minha presença, era como se ele estivesse hipnotizado por ela (Ps.: Ele nunca esteve assim por mim), aposto que Andromeda estava adorando aquela atenção que o meu "mô" me dá (Ps.: ele me chamava por aquele monossílabo parece cafona, eu sei, mas quando ele falava ganhava um sigificado nobre) e essa atenção está sendo transferida toda p/ ela...Snif!Snif!Snif...Ele não pode fazer isso comigo, tudo bem eu já sei o que você vai dizer: que eu estava me questionando sobre o fato de terminar, e eu ía, mas...É um sentimento de posse que me domina e ele tecnicamente ainda é meu.Aff'z eu mato qual dos dois primeiro? Que dúvida cruel, e então como se estivesse deixando de olhar para uma deusa do Olimpo para olhar uma simples mortal e demonstrando o esforço requerido para assim fazê-lo , o mô pela primeira vez olha pra mim ( e devo dizer que estava surpreso em me ver)
- Zoey, você demorou para sair da sala hoje! - Acredita que ele ainda fez cara de bravo, deve ser porque eu estou atrapalhando, quer saber de uma coisa? Eu não vou mais atrapalhar nada.
- Um pouco, você já tem companhia não é? Desculpe interromper. - e saí tentando reunir o máximo de dignidade possível, Andromeda estava com a maior cara de vencedora do miss Universo. Tinha que ser logo com ela? Mas nesse momento meus pensamentos foram interrompidos por um brusco puxão pelo braço, e quando eu vi quem tinha me puxado o sangue literalmente subiu a minha cabeça (tava mais vermelha do que quando se come pimenta malagueta)
- O que foi? - eu gritei em meio ao desespero
- o que deu em você? Andromeda é apenas uma amiga e nada mais.
- Então pega o seu nada mais e seja muito feliz.
- Mô? Você tá com ciúmes?
- É claro que não - rebati, mas ele fingiu que não me ouviu e continuou
- Isso quer dizer que você ainda gosta de mim, eu achei que você queria terminar comigo hoje a noite, mas pelo visto foi só impressão... - Com um olhar de fúria interrompi aquela fala agourenta e que concerteza não era verídica, ele era meu e quando o vi trocando flertes com outra garota eu fiquei furiosa, porque feriu o meu orgulho, só isso.
- Eu não te entendo mô, simplesmente desisto de entender.
-Ex-mô eu vou te explicar uma coisinha...Nuca mais eu quero te ver, simplesmente você feriu o meu orgulho, só isso. Acabou tudo, vá ficar com o seu andróide e me deixe em paz.
- Vou mesmo, ela pelo menos é doce e meiga enquanto você é seca por dentro, mais seca que o deserto que divide a África e mais parece uma velha. Andromeda pelo menos gosta de mim, e me dá o devido valor.
- É porque você é meu namorado, quando ela perceber que eu não quero mais nada com você, depois de desfilar por um mês ou até menos com você (porque é só pra isso que você vai servir pra ela, pra se exibir) ela vai te chutar e eu vou rir.
- Isso é despeito, porque ela é muito mais bonita do que você, só isso.
- Quer saber de uma dá licença porque essa conversa é perda de tempo. - e saí deixando ele sozinho, p/ voltar p/ ela, estou arrasada ( e garanto que não é por ele) porque ele tinha que vir atrás de mim? Agora ela vai ter motivo de sobra p/ cuspir e escarrar em cima de mim, todo o campus parou p/ ver a seção humilhation* , e p/ piorar (como se fosse possível) o verme, ele mesmo o senhor Varner estava lá. Eu não o o humilhei como ele fez comigo, eu não disse de quando ele falava abobrinha e eu só sorria p/ incentivá-lo a não ficar sem graça, ou quando contava aquela piada terrível e eu simplesmente lhe roubava um beijo, porque não podia mais escutar aquela droga de piada - rsrsrs - ou até quando a mãe dele estava doente (só p/ constar ela é muito gente boa) eu fui p/ lá ajudei ele a cuidar dela, ele é muito ingrato, isso sim. Fala sério eu não sei como saí de lá de queixo erguido, estou até vendo o campus todo não deve falar de outra coisa e o pior é Andromeda que deve estar dando coletiva porque foi o pivô da separação, eu preferia a morte a esse mar de...Os soluços deram espaço ao vazio e o vácuo que ocupava a minha mente e não me deixavam mais pensar, e com a mão no rosto abafando o mesmo rosto que a pouco presenciou o próprio declínio social, o meu rosto ardia, mas ardia de vergonha um calor sem tamanho tomou conta de mim, acho que se chama ódio. A minha vontade era de pular no pescoço daquela infeliz, e enquanto eu estava aqui andando sem rumo pelo campus e a mão no rosto para esconder o meu estado lastimável (eu estava corizando e com meleca até, e o rosto totalmente molhado de lágrimas que não paravam de descer e com as bochechas rosa de vergonha, além da dor de cabeça) em quanto tudo isso acontecia comigo ela estava lá aproveitando toda a glória e se sentindo uma deusa do Olimpo, e do nada uma mão me acariciou e me aninhou em seus braços, um pensamento subitamente veio a minha cabeça se o mô está pensando que vou perdoá-lo por causa disso está muito enganado (você deve estar pensando como ela sabe que é um homem? Porque esse corpo exala testosterona e estrutura máscula de um atleta), mas o meu corpo me dizia de alguma forma que não podia ser o meu mô, ops! ex-mô, porque ele era muito musculoso para o m...quer dizer ex-mô e muito grande o ex-mô ele não é assim tão grande e forte. O meu corpo de alguma forma sabia quem era que me alentava e me dava conforto, só que a minha mente não queria saber quem era, era como se houvesse um bloqueio, como se só o meu sub consciente soubesse e ele controlasse o meu corpo de alguma forma e o meu consciente não tinha noção de quem era. Então timidamente abri os olhos para saber o que o meu sub consciente e o o meu corpo tinha certeza. Foi uma surpresa para mim abrir os olhos e descobrir quem estava a me confortar, ao olhar em seus olhos não consegui disfarçar a surpresa; portando olhos arregalados, lágrimas que cessaram (o meu estoque uma hora tinha que acabar) e boquiaberta ele me olhou de forma que me senti nua, como se ele pudesse naquele instante ler a minha alma, e quando eu digo nua, não me refiro ao fato de estar literalmente nua, e sim no fato de figurativamente estar nua, porque quando me olhou não foi como um homem que olha para uma mulher que está sofrendo, e sim como um amigo olha para uma amiga que sofre e que está afogada num mar de desespero.Ele me conduziu a um banco próximo e me aninhou em seus braços para que pudesse ensopar a sua camisa branca, mas já estava melhor e o olhei mostrando a dúvida que em mim habitava, na verdade foi um olhar questionador e sem hesitar ele me respondeu, interpretando a minha expressão com facilidade.
- Eu odeio ver uma mulher chorando - eu fiquei surpresa não pelo fato de ele demonstrar fraqueza por ver uma mulher mau, mas por ele me considerar uma mulher, e não respondi nada, então ele se sentiu a vontade e continuou
- Ele te humilhou na frente de todo mundo, enquanto você só falou o que sentia e foi sincera.
- Não preciso que diga algo para me fazer sentir melhor.
- Você está sempre me interpretando de forma errônea, só estou falando o que penso de acordo com o que vi.
- OK! Já disse agora vá embora.
- Tudo bem, tchaul. - assim que ele foi embora, que você já deve ter imaginado quem era (isso mesmo, o senhor Varner) eu me levantei e fui pra casa.

Autoria:Yasmin Oliveira